30 de agosto – Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla

Por Sílvia Regina Soares

Desde novembro de 2001 foi instituído dia 30 de agosto como o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla.  Existe aproximadamente  10 casos com esclerose múltipla para cada grupo de 100.000 pessoas no Brasil. É uma doença mais freqüente nas zonas de clima temperado, ataca mais as mulheres que os homens e os sintomas costumam aparecer entre os 18 a 45 anos de idade.

Contra Capa: Qual era o seu quadro e como foi o diagnóstico de Esclerose Múltipla?

Sílvia: Eu tinha uma enorme dificuldade para andar, as pernas não me obedeciam direito, doía muito. Demorei quase 8 meses para ter o diagnóstico, foi um neurologista que suspeitou da doença e pediu um exame de ressonância magnética e um exame de líquor. Tive alterações nos exames e fui diagnosticada, tinha esclerose múltipla.

Contra Capa: Você tem Esclerose Múltipla há seis anos, em linhas gerais o que é?

Sílvia: É uma doença auto-imune do Sistema Nervoso Central. O próprio sistema de defesa do organismo ataca a camada de proteção dos neurônios (a mielina), impossibilitando a perfeita transmissão dos impulsos/comandos nervosos para o corpo. É como se fosse um fio desencapado. Por isso a Esclerose Múltipla não tem uma característica fixa, pode atingir qualquer parte do corpo.

Contra Capa: Existe cura, ou algum tratamento?

Sílvia: A Esclerose Múltipla ainda é um campo escuro, não se sabe a causa e ainda não tem cura. Tem algumas injeções (intérferons) que tomamos para diminuir o nº de surtos e a intensidade. Mas vale dizer que não é uma doença contagiosa e nem é uma doença de idoso como alguns pensam.

Contra Capa: Como sua família lhe dá com isso?

Sílvia: Tenho uma família maravilhosa, o apoio deles foi e é fundamental. Não é só a gente que fica doente, acaba sendo a família inteira. Tenho algumas limitações e eles entendem isso.

Contra Capa: Como você lhe dá com suas limitações?

Sílvia: Pra mim existe o antes e o depois da esclerose múltipla, não foi fácil, mas hoje eu consigo lhe dar bem com isso. Passei a dar mais valor nas pequenas coisas, cada conquista é uma vitória. Vejo que o simples fato de viver é maravilhoso, tento não apegar muito nas coisas que fui “obrigada” a deixar para trás e não posso mais fazer. Acho que hoje eu tenho uma vida mais saudável, me preocupo muito em estar bem.

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