Vivemos em um tempo denominado de pós-modernidade.
Uma característica marcante neste tempo é a velocidade com que somos informados de tudo que acontece em todo mundo. Em tempo real somos informados sobre guerras, assaltos, trânsito, meteorologia, o desmatamento apavorante de nossa mata amazônica, avanços científicos, bombardeios, celebridades, acidentes e mortes, o efeito dominó na bolsa de valores e enfim tudo que direta e indiretamente reflete em cada um de nós.
Um dos riscos que corremos é que tanta informação, e a rapidez com que são substituídas minuto a minuto, nos façam banalizar as barbáries com que convivemos diariamente.
No livro “O pequeno príncipe” encontramos a celebre frase “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas” se pensarmos nessas conquistas enquanto heranças que passaremos para a próxima geração, que também se renova muito mais cedo, pergunto: Que tipo de conquista você é responsável e que refletirá em seus filhos?
O que sugiro é que aproveitemos o conforto que a pós-modernidade nos oferece, mas que não nos esqueçamos de apreciar as coisas mais belas que nos são dadas todos os dias, como o pôr-do-sol refletido nas águas de nossa lagoa, uma conversa descompromissada com os amigos, ler um bom livro, ouvir uma boa música enfim, tudo aquilo que te faz parar por um momento, e energizado, você permita que o ar entre suavemente e te renove a cada instante.
Pois o que passa mesmo, muito rápido é o tempo, que leva com ele as chances que temos e muitas vezes desperdiçamos de celebrar o maior milagre recebido: nossa vida.
Liliane Borges
P.S.: Liliane Borges é lagoense, estudante de psicologia e autora do livro “A beleza simples de ser”
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