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ALZHEIMER
Roberto Goldkorn – psicólogo e escritor
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia ‘o Infalível’. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do ‘eu não sei ao certo’ dos médicos; prefiro isso ao ’estou absolutamente certo de que…..’, frase que me dá arrepios.
E o que fazer… para evitarmos essas drogas?
Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida ’bandida’.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo nunca, pois dali, só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas ‘bobagens’ e viveram vidas medíocres e infelizes – muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum…. Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse ’melhor morrer de vodca do que de tédio’, eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.

Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a ‘aeróbica dos neurônios’, é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios ‘cerebrais’ que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
‘Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!’
Sucesso para você!!!
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QUISERA EU
Liliane Borges
Quisera eu entender a saudade da noite, quando o crepúsculo nos lembra, com imagens, o declínio de tudo que poderia ter sido e não foi. Como se com ele fosse se esvaindo todas as possibilidades que o nascer do dia, surgindo lentamente, trouxe.
Quisera eu entender a saudade da noite, quando o crepúsculo vagarosamente, como se a madrugada não tivesse nenhuma pressa, vai enchendo o peito como que explicando que não é preciso correr para que tudo se acabe em um horizonte qualquer.
Quisera eu entender a saudade da noite, quando o crepúsculo surge do nada e transforma em nada, as possibilidades de um dia inteiro. Como se a leveza dos ombros dependesse da capacidade de conseguir sustentar ou não o pôr-do-sol.
Quisera eu entender a saudade da noite que nos limita a esperar como se pudéssemos ter a eternidade entre os intervalos de cada respiração e assim nos refizéssemos exatamente na falta que nos remete ao esforço de continuar todas as lutas, e como lutamos…
Quisera eu entender a saudade da noite, como se não fosse preciso entender que é preciso partir para que o sol renasça de outra madrugada, possibilitando uma nova manhã cheia de sabores e de esperança.
Quisera eu entender a saudade da noite, como quem olha fotografias de um tempo que sequer sabe se realmente existiu, e assim pudéssemos sempre duvidar da dor que é capaz de se comprimir para caber inteirinha dentro do peito.
Quisera eu, entender a saudade da noite que em vão se escurece sem saber se é escuridão que a evidencia ou se as luzes que a escurecem.
Quisera eu entender a saudade da noite, quando nada mais importa senão aqueles que ainda permanecem ao redor, nos lembrando da finitude e fugacidade que é cada presença, cada instante, cada momento. Como se só à noite fossemos capazes de entender que a sucessão de um dia após o outro, assim como o caminho se fazendo passo a passo, está nos dizendo que é preciso que façamos a nossa parte, enquanto é dia, antes que noite se torne apenas uma lembrança, ou uma saudade sem esperança.
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MACHADO DE ASSIS
Esse grande brasileiro é considerado o maior nome da literatura do país de todos os tempos. Autor de romances, poesias e peças de teatro, além de crítico literário, Machado foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Filho do mulato Francisco José de Assis, e da imigrante Maria Leopoldina Machado de Assis, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, e morreu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.
De saúde frágil, epilético e gago, o menino foi criado no morro do Livramento e perdeu a mãe muito cedo. Sua madrasta, Maria Inês, foi quem o matriculou na escola pública, onde concluiu apenas a escola primária. Aprendeu francês com imigrantes da padaria do bairro onde morava.
Em 1855, publicou o primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, no jornal Marmota Fluminense. No ano seguinte, tornou-se aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, onde conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858 começou a trabalhar como revisor e colaborador do Marmota, e lá construiu o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.
Em 1861 foi impresso seu primeiro livro, Queda que as mulheres têm para os tolos, mas seu nome aparecia apenas como tradutor. No ano seguinte, tornou-se censor teatral, cargo que não era remunerado, mas possibilitava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro. O veículo era dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais. Carolina revelou a Machado os clássicos portugueses e vários autores de língua inglesa.
Em 1863, o escritor lançou o Teatro de Machado de Assis, volume que se compõe de duas comédias, O Protocolo e O Caminho da Porta. Em 1872, foi publicado o primeiro romance de Machado, Ressurreição. No mesmo ano, o escritor iniciou a carreira de burocrata, que seria seu principal meio de sobrevivência durante toda a vida.
De 1881 a 1897, Machado escreveu inúmeras crônicas para o jornal Gazeta de Notícias. Em 1881 saiu também o famoso livro – Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira nos dois anos anteriores. Em 1882 lançou Papéis avulsos, sua primeira coletânea de contos.
Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista Brasileira partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras. Machado apoiou o projeto desde o início e em 1897, ano que se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou por mais de dez anos.
Ao longo de sua carreira, Machado trabalhou como colaborador nos veículos Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro, O Espelho, A Semana Ilustrada, Jornal das Famílias, O Cruzeiro, A Estação, O Globo, Gazeta de Notícias, além dos já citados.
A obra de Machado de Assis abrange vários gêneros literários. Seu estilo passa do romantismo, como em Crisálidas e Falenas, pelo indianismo em Americanas, e o parnasianismo em Ocidentais, até chegar ao realismo. O brilhante autor escreveu obras memoráveis, como Helena, Iaiá Garcia, Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.
Em 1908 publicou seu último romance, Memorial de Aires. Na madrugada de 29 de setembro, morreu em sua casa, na Rua Cosme Velho, deixando um belo exemplo de determinação. O menino pobre terminava a vida como um baluarte da literatura nacional.
O MUNDO SE RENDE A MACHADO DE ASSIS
O New York Times destaca que Machado de Assis, cuja morte completou cem anos no dia 29 do mês de setembro/2008, nos últimos anos vem ganhando notoriedade nos países de língua inglesa, sendo apresentado por críticos e por muitos escritores aclamados como “um gênio injustamente negligenciado”.
Susan Sontag considerava Machado “o maior escritor que a América Latina já produziu”, superando até mesmo Jorge Luis Borges. O crítico Harold Bloom foi ainda mais longe. Em seu livro “Gênio”, de 2002, ele diz que Machado é “o maior artista literário negro até hoje”.
Não faltam comparações com Flaubert, Henry James, Beckett e Kafka.
http://opiniaoenoticia.com.br
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TEATRO
O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, “lugar onde se vê”. Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente aos espectadores, complemento real e imaginário que acontece no local de representação.
A origem do teatro refere-se às primeiras sociedades primitivas que acreditavam nas danças imitativas como favoráveis aos poderes sobrenaturais para o controle dos fatos indispensáveis para a sobrevivência.
Em seu desenvolvimento, o teatro passa a representar lendas referentes aos deuses e heróis.
O teatro apareceu na Grécia Antiga, no séc. IV a.C., em decorrência dos festivais anuais em consagração a Dionísio, o deus do vinho e da alegria.
Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade teatral: quem vê, o que se vê, e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.
O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.
A implantação do teatro no Brasil ocorreu no século XVI, tendo como motivo a propagação da fé religiosa, empenho dos jesuítas em catequizar os índios para o catolicismo. Dentre uns poucos autores, destacou-se o padre José de Anchieta, que escreveu alguns autos (antiga composição teatral) que visavam a catequização dos indígenas, bem como a integração entre portugueses, índios e espanhóis. Exemplo disso é o Auto de São Lourenço, escrito em tupi-guarani, português e espanhol.
Um hiato de dois séculos separa a atividade teatral jesuítica da continuidade e desenvolvimento do teatro no Brasil. Isso porque, durante os séculos XVII e XVIII, o país esteve envolvido com seu processo de colonização (enquanto colônia de Portugal) e em batalhas de defesa do território colonial. Foi a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, que trouxe inegável progresso para o teatro, consolidado pela Independência, em 1822.
Quando tudo parecia ir bem com o teatro brasileiro, a ditadura militar veio impor a censura prévia a autores e encenadores, levando o teatro a um retrocesso produtivo, mas não criativo. Prova disso é que nunca houve tantos dramaturgos atuando simultaneamente.
Com o fim do regime militar, no início da década de 1980, o teatro tentou recobrar seus rumos e estabelecer novas diretrizes. Surgiram grupos e movimentos de estímulo a uma nova dramaturgia.
Em cidades pequenas como Lagoa Formosa, as apresentações de teatro são difíceis de se manter, pelo alto grau de trabalho ( são muitos ensaios, cenário e vestuário dispendiosos ) e pouco reconhecimento do público. O teatro em nossa cidade conta atualmente apenas com as apresentações do “GRUPO PAI” – grupo de jovens que realiza anualmente, através da sua equipe de teatro, uma apresentação voltada para a população local. O primeiro espetáculo foi em 1975 com a peça “A Verdade”. No decorrer dos anos foram apresentadas as mais variadas peças, quase todas do gênero comédia, de autores como Martins Pena ( Juiz de Paz na Roça, As Casadas Solteiras ), Gastão Tajeiro ( Minha sogra é da polícia ), Ariano Suassuna – um dos mais importantes dramaturgos brasileiros e defensor militante da nossa cultura ( Auto da Compadecida, A Pedra do Reino, O Casamento Suspeitoso, O Santo e a Porca ) e do autor lagoense Célio Moreira da Fonseca ( Sampatia e Raizada, Um golpe à brasileira, E por falar em embrulhada, O Fantasma Gumercino, O Aprendiz do Dr. Noc ).
Este ano, o GRUPO PAI presenteia os lagoenses com a reapresentação da peça “O Santo e a Porca” de Ariano Suassuna, que estará em cartaz nos dias 21, 22 e 23 de novembro, às 20:00 hs no Salão Paroquial de Lagoa Formosa.
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DICA CULTURAL
DICAS DE LEITURA
O JOGO DO ANJO
Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.
Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novamente a Barcelona do início do século XX, cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Lançado este ano na Espanha, O Jogo do Anjo já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos.
O CARTEIRO CHEGOU
Livro Infantil de Janet & Allan ahlberg
Assim como todo mundo, os contos de fadas gostam de mandar e receber cartas. João, por exemplo, mal tem tempo de agradecer o gigante pelas ótimas férias que sua galinha de ovos de ouro lhe proporcionou. Cachinhos Dourados aproveita para se desculpar com a família Urso por ter causado confusão na casa. E o que seria da bruxa sem o catálogo de ofertas do Empório da Bruxaria, que esse mês oferece uma promoção especial de mistura para torta Menino Fofo? Por isso, quando o carteiro chega é sempre uma festa, e todo mundo o convida para entrar. Mas às vezes ? especialmente em caso de Lobo Mau ? ele prefere recusar o chazinho e dar no pé o mais rápido possível. O livro, que é todo contado em rimas, vem cheio de cartas de verdade, postais, livrinhos e convites, com envelope e tudo.
Música, ídolos e poder
Para quem gosta de estar por dentro do mundo da música
Autor: André Midani
Testemunha ocular do Dia D, desertor da Guerra na Argélia, confeiteiro em Paris, executivo da Odeon, Phonogram e WEA, pioneiro na iniciativa de análises qualitativas de mercado, negociador da libertação do publicitário Washington Olivetto. A autobiografia de André Midani é mais do que um depoimento de quem desde a década de 50 observa sob um ângulo privilegiado os bastidores do mercado musical brasileiro. Além de viver alguns dos grandes momentos da história, Midani participou ativamente do nascimento da Bossa Nova, da Tropicália e do rock nacional, dos grandes festivais de música e das fantásticas jogadas de marketing das gravadoras para projetar seus ídolos.
DICAS DE VÍDEO
AWAKE – A VIDA POR UM FIO
O drama aborda a história de Clay (Christensen) que é submetido a uma cirurgia no coração e inesperadamente sofre de consciência anestésica, que o deixa acordado, mas paralisado durante toda a operação. Não há como se comunicar com os médicos. Ainda que apavorada, sua mulher (Jessica Alba) deve enfrentar seus demônios e encontrar uma forma de trazer seu marido de volta.
ANTES DE PARTIR
Edward Cole (Jack Nicholson) e Carter Chambers (Morgan Freeman) são dois homens com câncer em estágio terminal, que fogem do hospital e põem os pés na estrada com uma lista de coisas que gostariam de fazer antes de morrer.
O PRIMO BASÍLIO
A história contada por Eça de Queiroz no clássico da literatura O Primo Basílio é transferida de Lisboa para São Paulo, em 1958. É quando a jovem Luísa (Débora Falabella) está casada com o engenheiro Jorge (Reynaldo Gianecchini), ausente do lar por estar envolvido na construção de Brasília. O reencontro de Luísa e seu primo Basílio (Fábio Assunção) coloca o casamento da jovem sonhadora em risco, já que ela se envolve num caso extraconjugal. Juliana (Glória Pires), sua invejosa governanta, descobre o romance proibido e faz de tudo para infernizar a vida de Luísa, ameaçando revelar seu segredo.
DESAPARECIDOS
Adriana (Paulina Gaitan) é uma garota de 13 anos da Cidade do México, que é seqüestrada por traficantes sexuais, levando seu irmão de 17 anos, Jorge (Cesar Ramos), a uma desesperada missão para resgatá-la. Presa e aterrorizada por uma rede ilegal de homens violentos, sua única amiga é Veronica (Alicja Bachleda), jovem polonesa raptada pela mesma gangue criminosa. Enquanto Jorge tanta encontrar os raptores das garotas, ele conhece Ray (Kevin Kline), policial do Texas que também perdeu a família para o tráfico sexual, que se une ao garoto em sua jornada.
ANJO DO PECADO
Em Montreal, a polícia descobre o corpo de um jovem num apartamento abarrotado de computadores de última geração. Lá, os oficiais também encontram uma impressionante coleção de vídeos eróticos. Em Québec, Germain Dagenais, ex-advogado e hoje renomado consultor político, está casado com Jeanne há 30 anos. A filha única do casal, Nathalie, partiu relutante para estudar Direito em Montreal. Lá a jovem descobre rapidamente a selvagem vida noturna da cidade e é envolvida na armadilha de um empreendedor na área do entretenimento adulto.
TRILHOS DO DESTINO
Kevin Bacon e Marcia Gray Harden nos dão performances emocionantes em “Trilhos do Destino”, um conto da diretora Alison Eastwood que fala sobre pessoas em crise e emoções extremas. Kevin Bacon vive Tom Stark, um engenheiro ferroviário incapaz de encarar de frente a enfermidade de sua esposa. Então, um terrível acidente envolvendo um trem e um carro deixa um menino órfão. Tom acolhe o garoto em sua casa e – passo a passo, conquista por conquista – aprende como resgatar seu relacionamento com a esposa que ama a partir do momento em que abre seu coração ao menino, que necessita muito de uma família que dê segurança e amor.
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IRMÃOS QUE ESTUDAM APENAS EM CASA SÃO APROVADOS EM EXAME
CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo
Os dois adolescentes de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) que deixaram a escola há dois anos –e estão sendo ensinados pelos pais em casa– foram aprovados no conjunto de provas determinadas pela Justiça para avaliar se o conhecimento deles é compatível com o de alunos matriculados no ensino regular.
Davi, 15, e Jônatas, 14, tiraram notas médias de 68 e 65, respectivamente, em oito disciplinas –português, inglês, matemática, ciências, geografia, história, arte e educação física. A nota mínima para serem aprovados era 60.
Os pais dos meninos, Cleber e Bernadeth Nunes, estão sendo processados nas áreas cível e criminal por terem retirado os filhos da escola –se forem condenados, podem perder a guarda dos garotos–, conforme a Folha revelou em junho. Eles alegam ser adeptos do ensino domiciliar (”homeschooling”), mas a prática é proibida pela legislação brasileira.
Segundo a promotora de Justiça de Timóteo Maria Regina Perilli, Davi e Jônatas tiraram uma média geral acima de 60, mas tiveram notas inferiores em algumas matérias isoladas. Ela não sabe se isso poderá influenciar na decisão judicial.
A Folha não teve acesso às provas, mas apurou que Davi tirou 46 em ciências e 58 em educação física (ele teve notas acima de 70 em inglês, geografia e história). Já Jônatas teve notas baixas em matemática e história (tirou 54 e 37 respectivamente), mas foi bem em português, arte e educação física.
“Achei que foi uma avaliação injusta por estar muito acima do nível exigido dos estudantes brasileiros. A prova de matemática continha questões retiradas de vestibulares da UFMG, Fuvest, PUC e Enem”, diz o pai, Cleber Nunes.
“Gostaria muito que essas mesmas provas fossem aplicadas para alunos da rede pública e privada. Além disso, recebemos a listagem com as matérias com apenas uma semana de antecedência”, acrescenta.
Antes das provas, a Secretaria de Estado da Educação havia informado que elas foram elaboradas por 16 professores e tinham testes dissertativos e de livre escolha de conhecimentos gerais e de conteúdos curriculares compatíveis com a idade e referentes às sétima e oitava séries do ensino fundamental.
Ontem, a Folha deixou três recados para falar com a equipe pedagógica que havia aplicado a prova nos meninos, mas ninguém ligou de volta.
A promotora Perilli afirma que, embora o resultado das provas seja uma peça importante no processo, ainda falta juntar a ele o depoimento de uma testemunha de defesa do casal Nunes -que será ouvida por carta precatória em Anápolis (GO). Só então o juiz vai decidir se os meninos podem ou não continuar estudando em casa, longe dos bancos escolares.
Para Cleber Nunes, os filhos demonstraram muito mais do que a capacidade de assimilar e armazenar informações. “Eles mostraram seus potenciais em lidar com desafios, com disciplina, garra e persistência. Agora, resta esperar que a Justiça use de bom senso e nos deixe seguir nosso caminho. Não é justo que sejamos tratados como delinqüentes porque queremos fazer o melhor para nossos filhos.”
Em geral, os educadores são contrários à prática do ensino em casa. Dizem que o convívio escolar tem um papel importantíssimo na vida da criança e do adolescente, especialmente na superação do egocentrismo.
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Caixa Preta
A Caixa preta é um aparelho utilizado em aviões que serve para registrar mensagens enviadas e recebidas à torre, condições do avião, conversas dentro da cabine, a variação da velocidade, a variação da aceleração, a variação da altitude e a variação da potência.
Diferente do nome que possui, a caixa preta é de cor alaranjada florescente, essa cor serve para facilitar sua localização em casos de acidentes. É feita de aço inoxidável e titânio, sendo assim resiste a temperaturas que cheguem a 1.100ºC, por até uma hora, e na água resiste a uma profundidade de 6.000 metros onde a pressão é de aproximadamente 20.000 pés. É composta por duas caixas do tamanho de uma caixa de sapato e são colocadas distante da cabine, na cauda.
A caixa preta foi inventada pelo cientista australiano Dr. David Warren, em meados de 1950, quando ocorria uma série de desastres aéreos no país, mas foi apresentado ao público somente em 1957. A princípio consideraram a caixa preta como uma forma de extrema vigilância e uma forma de manchar a memória dos pilotos acidentados apresentando sua posição face a morte.
Em 1958, os ingleses e os norte-americanos se interessaram pelo aparelho do Dr. Warren e passaram a utilizá-lo em seus aviões. Hoje, seu uso é obrigatório.
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A Parábola do Idiota
Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia
com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia
de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao
bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma
grande de 25 centavos e outra menor, de 50 centavos.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos
para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe
perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
‘Eu sei’ – respondeu o tolo assim: ‘Ela vale duas vezes menos, mas no
dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar
minha moeda’.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm
uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem
realmente somos.
‘O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de
um idiota que banca o inteligente’
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EDUCAÇÃO ?
Já há um bom tempo que um fato preocupante ronda as escolas de um modo geral. Não sei se você também percebeu que um grande número de alunos, não só do ensino básico e médio, mas até muitos do ensino superior, não têm um domínio mínimo da matemática, ou seja, um conhecimento necessário ao cotidiano e indispensável para o mundo do trabalho. Em contato, esporadicamente, com alunos do ensino médio durante alguma atividade que exija cálculo, raciocínio ou um simples conhecimento da tabuada, vejo que “nossos jovens” estão infinitamente aquém de onde deveriam estar. Se não usam a calculadora a todo momento, têm que contar nos dedos para fazer uma simples operação de ( 7 X 8 ). Meu amigo… é mesmo preocupante!
A catástrofe não é exclusividade da nossa querida Lagoa Formosa. A reportagem “Analfabetos em Números” (Revista Cláudia – nº 10 – Ano 47 – Outubro 2008), feita por Paulo de Camargo, relata que o último teste aplicado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostrou que mais de 80% dos alunos do ensino básico e médio, não atingiram a pontuação mínima adequada. E que o Brasil, no principal exame internacional de avaliação dos estudantes, o Pisa, ficou na lanterna (em matemática/2003) e em 54º lugar, entre 57 países, em 2006. O problema é mais grave no ensino público, mas não é exclusivo deste.
Três grandes fatores levam a situação apresentar-se dessa maneira. Primeiro as deficiências estruturais do ensino brasileiro em geral – professores desvalorizados, mal formados e sem condições adequadas de trabalho; diferente de outros grandes centros de formação. Em segundo lugar, os parâmetros direcionados aos professores para um norteamento pedagógico são bons, mas chegam às salas de aula, na prática, muito diferentes da sua teoria. E por último, um preconceito difundido socialmente de que matemática é só para “iluminados” – isso causa grande ansiedade e uma baixa auto-estima nos alunos.
Países como Finlândia, China e Espanha atingiram excelentes níveis de desenvolvimento sócio-econômico pela prioridade que dão à educação. A Coréia do Sul, arrasada por uma guerra civil em meados do século passado, conseguiu um fantástico processo de desenvolvimento, também baseado na educação. O Brasil já está mudando seus conceitos com relação à educação, melhorou alguns pontos no Ideb (mas ainda falta muito para atingir o ideal) e procura melhorar a qualidade dos educadores. Mas para um país em que a preocupação com a educação começou com um atraso de 100 anos em relação a outros países latino-americanos, ainda há um caminho muito longo a percorrer.
Como cidadãos brasileiros, talvez poderíamos dar nossa contribuição para a educação, no que diz respeito aos “nossos” estudantes lagoenses. Não vamos esperar que as mudanças feitas pelos outros cheguem até nós, mas sim que as mudanças realizadas aqui cheguem aos outros. Um bom começo seria começar a “tomar a tabuada” dos alunos.
R. Vieira
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